História da Associação Paulo Freire

A ONG Paulo Freire começou em 1993, com a banda de ritmos nordestinos e reggae chamada “Orquídea Negra”. Formada pelos músicos Gilson, Arurrana, Dênis Vital, Paulo Valério e José Osmar Oliveira, o Lula, a banda realizava apresentações em eventos de Americana e cidades vizinhas, promovidos por comunidades, entidades e pela prefeitura.

Através do contato frequente com a população da periferia, os músicos sentiram a necessidade de oferecer algo além da música. Inspirados em projetos como o “Tambor Menino” (Americana), criaram o “Bate Lata”.

Lula, com o apoio dos amigos, decidiu realizar um trabalho que beneficiasse as crianças através da música. O grupo passou a oferecer aulas de música, oficinas de instrumentos alternativos com o aproveitamento de sucatas e orientações sobre coreografia.

As crianças da coreografia foram incorporadas à banda Orquídea Negra em suas apresentações e, em 1998, venceram o Festival Estudantil da Canção de Americana (FECA) e o Festival de Música de Hortolândia. Em 15 de outubro de 1998, o projeto deu origem à Associação Orquídea Negra.

Em novembro de 1999, Lula foi convidado pelo diretor da escola CAIC, do Jardim da Paz, a fazer uma apresentação sobre a “Consciência Negra”. A partir dessa apresentação, surgiu o convite para iniciar o projeto na escola. No início de 2000, foi montado um projeto sociocultural para integrar a escola e a comunidade. Em 30 de janeiro de 2000, baseada nos princípios de cidadania e respeito ao próximo, a associação foi oficializada como Organização Não-Governamental e recebeu o nome de “Paulo Freire”.

A instituição passou a se chamar “Associação Paulo Freire”, em homenagem aos princípios do educador que inspira a atuação da ONG.

Ponto de Cultura

A ONG é reconhecida como Ponto de Cultura. É de grande relevância para a instituição ter adquirido o certificado do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (SEC), do ponto de vista técnico e profissional.

Esse título contribuiu para que a ONG fosse contemplada com o projeto Violando – Música e Desenvolvimento, por meio do Edital de Chamamento Público 06/2024, de acordo com a Lei Federal nº 14.399/2022, da rede municipal de Pontos de Cultura (PINAB) – Americana/SP.

Os projetos fazem com que as crianças se integrem à comunidade e também desenvolvam habilidades de comunicação. A música tem esse poder de unir as pessoas e transformar a vida de uma criança ou adolescente. O projeto utiliza a atividade musical com percussão como instrumento de integração e expressão de sentimentos.

Os participantes são encorajados, por meio de ações multidisciplinares e dos princípios da arte-educação, a assumirem os papéis sociais a que têm direito: os de protagonistas de suas próprias vidas. Assim, cultivam a autoestima, a sensibilização por meio da arte e a perspectiva de geração de renda.

Esse é um dos princípios do educador Paulo Freire, que via a “alfabetização” como um processo de conscientização — capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para sua libertação.

Associação Paulo Freire

Música e Desenvolvimento

Este projeto é realizado por meio do Ponto de Cultura Violando – Música e Desenvolvimento, com financiamento da Política Nacional Cultura Viva/Aldir Blanc, através do edital PNAB 06/2024, conforme a Lei Federal nº 14.399/2022. A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Americana, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com o Governo Federal – Ministério da Cultura.

Informações e contato:

(19) 98605-0530

associacaopaulofreiresocial@gmail.com

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